REDE ESTADUAL

Orientação para novas e faltas é questionada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado

Alunos saindo de escola na Estrutural, no Distrito Federal

A subsede de Mogi das Cruzes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo enviou requerimento à Diretoria Regional de Ensino (DRE) questionando o protocolo encaminhando pela Secretaria de Estado da Educação aos professores sobre como devem ser feitos o preenchimento de notas e faltas para este ano letivo. A preocupação da entidade é com os estudantes que não conseguiram manter os estudos à distância por não terem acesso à internet ou porque não dispõem de celular, tablet ou outro equipamento para assistir às aulas.

De acordo com o comunicado enviado pela pasta aos educadores, ao qual O Diário teve acesso, “para estudantes que não entregaram nenhuma atividade até as datas previstas para os lançamentos, depois de terem sido empreendidos todos os esforços relacionados à busca ativa por parte da unidade escolar, deve-se: ser indicado ‘S/N – sem nota’ na Secretaria Escolar Digital (SED), ou seja, não deve ser lançada nota ‘0’. Frequência: devem ser lançadas todas as faltas correspondentes às atividades escolares não realizadas/entregues”.

O conselheiro estadual da Apeoesp, professor Nabil Francisco de Moraes, diz que desde o início da pandemia, os professores identificaram que vários alunos enfrentam dificuldade de acessar a internet, então tiveram o ensino à distância comprometido.

“O secretário Rossieli Soares disse que não haveria retenção de alunos este ano, mas agora em outubro, a Secretaria disse que era para colocar falta e aqueles alunos que não entregaram nada ficarão com nota vermelha. Com isso, abriu um questionamento dos professores, porque automaticamente o sistema já reprova os estudantes que atingem o nível máximo de falta ou fica com média anual abaixo de cinco”, diz.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que a questão da aprovação ou não dos alunos que conseguiram continuar o ano letivo está em discussão na pasta e passará pelo Conselho Estadual de Educação.


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