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O absurdo do ano: duplicação da Mogi-Dutra fica incompleta

Governo do Estado acumula desastres em relação a Mogi

Ou a Secretaria de Logística e Transportes perdeu de vez o senso administrativo, ou acabou o mínimo de compostura e responsabilidade que deve existir dentro do governo do mais importante Estado da Federação. A essa conclusão pode chegar qualquer mogiano que tomou conhecimento, no último domingo, por meio deste jornal, da notícia de que pouco mais de 1 km do trecho final da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra não será duplicado porque o Estado não conseguiu desapropriar o terreno que a obra exigiria, cujo proprietário estaria exigindo um valor 60% maior que o de mercado. É tão difícil aceitar a decisão quanto a explicação. Ao admitir que a obra não será concluída conforme o projeto elaborado pelo próprio DER, o governo estadual passa um atestado público de incompetência. Afinal, como explicar que um trabalho dessa importância para uma região como a do Alto Tietê tenha sido iniciado sem que todas as desapropriações necessárias tivessem sido feitas? E como admitir que o interesse público, representado pela duplicação, uma reivindicação de décadas da comunidade regional, fosse submetido ao interesse particular do dono do terreno, que decidiu cobrar por ele muito acima do valor de mercado? Onde estava o setor jurídico do governo que não conseguiu a desapropriação amigável e, que, diante da irredutibilidade do proprietário da área, não recorreu à Justiça para assegurar uma obra que tem por escopo a segurança de milhares de motoristas que se utilizam diariamente daquele trecho da Mogi-Dutra? Ao se curvar diante das exigências do dono do imóvel e optar pela não duplicação de pouco mais e um quilômetro, justo na chegada ao município de Arujá e, por tabela, à rodovia Presidente Dutra, o DER acabou por tornar aquele trecho ainda mais perigoso, pois a via de duas pistas acabará por se afunilar, de maneira abrupta, para uma estrada de pista única e duas faixas. Não bastasse a mal explicada história do pedágio no trecho de serra da mesma rodovia, o Estado conseguiu se superar ao deixar incompleta a obra de duplicação, tão esperada por todo o Alto Tietê. Mas ainda há tempo desse governo voltar atrás e recuperar sua credibilidade, duramente afetada por recentes absurdos. Basta esquecer a malfadada ideia do pedágio e se lembrar de concluir a duplicação da Mogi-Dutra, de acordo com o que estava projetado. A região espera por isso.

Representatividade

Pode parecer incrível, mas não se falou uma só palavra sobre a duplicação incompleta da Mogi-Dutra, durante a sessão de terça-feira da Câmara Municipal. Durante os quase 30 minutos que durou a reunião, falou-se rapidamente sobre enchentes, mas nenhum vereador demonstrou um mínimo de preocupação com a notícia que se tornou pública no domingo, por meio deste jornal.

Perguntar não ofende:

Qual cidade os vereadores de Mogi representam?

Abandono

A praça Francisco Godoy Cintra, localizada entre as ruas Caio Tulio Brandão e Dirceu Alves Rodrigues, no Mogilar, está se transformando em estacionamento público. Com a retirada de alguns bloqueios de madeira, colocados há tempos no local, o espaço virou “terra de ninguém”, segundo moradores da vizinhança. Eles reivindicam que a Prefeitura aproveite para transformar aquela ampla área numa praça de verdade, que possa ser utilizada pela comunidade.

Cemitérios

Os furtos de peças de bronze continuam acontecendo no interior do Cemitério São Salvador, conforme relatos de pessoas que visitam, com certa frequência, os túmulos de parentes e amigos lá sepultados. A sugestão para evitar as ações desses ladrões seria a instalação de câmeras de vigilância, que estariam conectadas à Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp). Com isso, a Guarda Municipal e a PM poderiam ser alertadas sempre que algo de anormal fosse detectado no interior do local.

Urupema”

Por iniciativa do vereador José Antonio Cuco Pereira (PSDB), a Câmara Municipal aprovou requerimento com votos de aplausos e congratulações ao jornalista Chico Ornellas “por escrever, de forma brilhante, a obra: ‘Urupema – Um Passeio Histórico por Mogi das Cruzes’, lançado no último sábado, durante sessão de autógrafos, no Mogi Shopping. “O trabalho é uma coletânea de crônicas que foram publicadas, durante 30 anos, no jornal O Diário”, afirma Cuco, fazendo elogios à obra de 296 páginas e 72 capítulos.

Frase

O mal do governo não é a falta de persistência, mas a persistência na falta.
Barão de Itararé (1895-1971), jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político


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